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Atividade das quebradeiras de coco babaçu é reconhecida como manifestação cultural do Brasil

Brasília – O ofício das quebradeiras de coco babaçu, praticado em comunidades do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, agora integra oficialmente o patrimônio cultural brasileiro. O reconhecimento foi confirmado com a sanção da Lei Federal nº 15.431, divulgada durante cerimônia realizada no Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho, na capital federal.

Trabalho tradicional no Bico do Papagaio

No Tocantins, a atividade é conduzida majoritariamente por mulheres da região do Bico do Papagaio, no norte do estado. A extração e o beneficiamento do coco garantem renda para centenas de famílias e são apontados como símbolos de preservação ambiental e resistência cultural.

Conquista histórica

Para a coordenadora da Associação Regional das Mulheres Trabalhadoras Rurais do Bico do Papagaio (ASMUBIP), Rozeny Batista, a lei representa o coroamento de décadas de mobilização. “Muitas vezes não tínhamos acesso às terras para coletar o coco. Esse reconhecimento fortalece nossa luta”, declarou.

Segundo ela, a ASMUBIP reúne cerca de 500 mulheres cadastradas em 23 municípios, organizadas em 12 núcleos. A comercialização de óleo, carvão, farinha, sabão, artesanato e outros derivados do babaçu tem possibilitado independência financeira e melhoria nas condições de vida. “Com a renda do coco, pagamos os estudos dos filhos e conquistamos moradia própria”, afirmou Rozeny.

Sustentabilidade e transmissão de saberes

O babaçu é uma palmeira nativa abundante no norte tocantinense. As quebradeiras utilizam técnicas transmitidas de geração em geração para aproveitar integralmente o fruto, sem derrubar a vegetação. Além do aspecto econômico, cooperativas e associações ligadas ao movimento atuam na proteção dos babaçuais e na defesa dos territórios tradicionais.

Atividade das quebradeiras de coco babaçu é reconhecida como manifestação cultural do Brasil - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Com a nova legislação, o país reconhece a relevância histórica, social, econômica e ambiental dessas comunidades, reforçando a importância da manutenção do modo de vida das quebradeiras de coco babaçu.

Com informações de G1

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