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Jaques Wagner busca construir discurso para possível saída da liderança do governo no Senado

Dias depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal no chamado caso Master, o senador Jaques Wagner (PT-BA) trabalha para moldar a comunicação sobre uma eventual renúncia ao posto de líder do governo Lula no Senado.

Aliados do petista afirmam que a intenção é evitar que a possível saída seja entendida exclusivamente como consequência da ação policial. Segundo essas fontes, Wagner quer deixar claro que não há reconhecimento de culpa nem julgamento antecipado, já que o parlamentar não é réu no inquérito.

“Ele não é apegado ao cargo, mas o gesto precisa ser compreendido. Ninguém pode pré-julgar; há o direito à presunção de inocência”, disse um integrante do grupo político do senador.

Na quinta-feira, 18 de junho, dia em que a PF cumpriu mandados relacionados ao caso, Wagner declarou à rádio BandNews que não pretendia abandonar a função e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não lhe solicitara tal medida.

No entanto, dentro do Palácio do Planalto, ministros e assessores avaliam que a iniciativa de deixar a liderança partiria do próprio senador, como forma de impedir que o episódio afete a campanha de Lula à reeleição.

Com informações de Metrópoles

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