O senador Jaques Wagner (PT-BA) avisou a aliados que só ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidirão o momento de uma eventual saída da liderança do governo no Senado.
A posição foi comunicada depois de integrantes do Palácio do Planalto intensificarem a pressão para que o parlamentar deixe o posto desde a operação da Polícia Federal, deflagrada em 18 de junho no âmbito do caso Master.
Relação de confiança
Com quase cinco décadas de convivência política, Wagner considera que a definição deve ocorrer em comum acordo com Lula, evitando a percepção pública de uma demissão. O senador também quer ajustar a narrativa para que qualquer afastamento não seja visto como pré-julgamento, lembrando que não é réu no inquérito.
Preocupação eleitoral
Auxiliares do presidente temem que a investigação contra o líder do governo contamine a campanha pela reeleição de Lula. A oposição já utiliza o episódio para desgastar o Planalto.
Sem apego ao cargo, mas irritado com pressão
Pessoas próximas relatam que Wagner não tem interesse em se manter no posto caso prejudique o presidente; contudo, ele ficou contrariado ao perceber o que classifica como movimento coordenado de ministros para apressar sua saída.
Precedente no governo
Aliados do senador recordam a postura cautelosa de Lula diante da saída de Juscelino Filho (União Brasil) do Ministério das Comunicações, consumada apenas após denúncia da Procuradoria-Geral da República.
Imagem: Internet
Reunião nesta semana
Lula e Wagner devem se encontrar em Brasília entre terça-feira (23/6) e quarta-feira (24/6) para bater o martelo sobre o futuro do senador na liderança do governo.
O desfecho, portanto, dependerá do resultado dessa conversa direta entre presidente e líder governista.
Com informações de Metrópoles
