Uma reportagem da Gazeta do Povo, publicada em 18 de julho de 2026, revela que diversas figuras públicas passaram a manifestar arrependimento, ainda que de forma discreta, pelo apoio concedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em decisões criticadas como arbitrárias.
Entre os nomes citados estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o ex-vice-presidente Hamilton Mourão, o ex-ministro Ciro Gomes, o senador Oriovisto Guimarães, o senador Jorge Kajuru, o presidente da Câmara, Arthur Lira, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o influenciador Felipe Neto. Esses atores políticos e sociais, em diferentes momentos, defenderam ou silenciaram diante de medidas como prisões preventivas prolongadas, determinações de censura e condenações coletivas relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023.
O recuo ganhou força após a divulgação de um contrato de R$ 129 milhões firmado pela esposa de Moraes e da existência de diálogos do ministro com o proprietário do Banco Master no mesmo dia em que o empresário foi preso. Os episódios tornaram politicamente oneroso manter apoio irrestrito ao magistrado.
Críticos argumentam que, ao sustentar a retórica de combater um “mal maior” — representado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores —, parte da classe política contribuiu para expandir o poder do STF, que passou a atuar acima das garantias individuais previstas na Constituição. Mesmo com o arrependimento público, analistas ouvidos pela reportagem avaliam que ainda há resistência em enfrentar diretamente o tribunal.

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O levantamento da Gazeta do Povo destaca que o distanciamento atual não se traduz, na maioria dos casos, em autocrítica formal. Para especialistas, restabelecer o equilíbrio entre os Poderes e revisar decisões questionadas dependerá de ações concretas no Congresso, especialmente após as eleições municipais de outubro de 2026.
Com informações de Gazeta do Povo
