Pelo menos oito unidades da Federação entram na reta final das eleições de 2026 sem um favorito claro, mostram os levantamentos mais recentes. Nos estados de Acre, Alagoas, Bahia, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe, a distância entre os dois principais concorrentes ao governo não ultrapassa cinco pontos percentuais, cenário que indica possibilidade elevada de segundo turno em 25 de outubro.
Disputas ponto a ponto
Acre: a governadora Mailza Assis (PP) soma 36% das intenções de voto, contra 33% do senador Alan Rick (Republicanos), diferença de 3 p.p. A campanha ganhou contornos judiciais após questionamentos de Alan sobre a formação acadêmica de Mailza.
Alagoas: Renan Filho (MDB) detém 47%, enquanto JHC (PSDB) aparece com 44%. O embate opõe o grupo dos Calheiros à coalizão liderada por Arthur Lira, com repercussão também na disputa pelas vagas ao Senado.
Bahia: o governador Jerônimo Rodrigues (PT) registra 47% contra 43% de ACM Neto (União Brasil). A disputa renova o confronto entre o PT, que governa o estado desde 2007, e o bloco político ligado ao ex-prefeito de Salvador.
Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos) tem 29%, seguido de Wellington Fagundes (PL) com 27%. A diferença de 2 p.p. reflete o choque entre a gestão que busca continuidade e o campo bolsonarista local.
Pernambuco: João Campos (PSB) aparece com 45%, enquanto a atual governadora Raquel Lyra (PSD) marca 43%. O confronto opõe a estrutura municipal do PSB, capitaneada pelo ex-prefeito do Recife, à coalizão de Raquel, que tenta a reeleição.
Rio Grande do Norte: Allyson Bezerra (União Brasil) soma 30% e Cadu de Lula (PT) 25%, diferença de 5 p.p. Álvaro Dias (PL) corre por fora, fragmentando o campo da direita.

Imagem: Internet
Rio Grande do Sul: Zucco (PL) lidera com 40%, seguido de Juliana Brizola (PDT) com 35%. As enchentes de 2024 colocaram prevenção a desastres e infraestrutura no centro da agenda.
Sergipe: Fábio Mitidieri (PSD) reúne 43%, contra 38% de Valmir de Francisquinho (Republicanos). A campanha acirrada chegou ao Tribunal Regional Eleitoral após publicações consideradas irregulares.
Além desses oito estados, outros sete e o Distrito Federal mantêm a chance de levar a escolha para um segundo turno, embora com vantagem mais folgada para os líderes nas pesquisas mais recentes.
Com informações de Metrópoles
