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Três décadas depois, urna eletrônica leva engenharia de ponta às eleições de domingo

Neste domingo, 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às seções de voto e encontrarão um equipamento que completa 30 anos em 2026: a urna eletrônica. Longe de ser apenas um computador com botões grandes, o dispositivo resulta de um projeto de engenharia que combina hardware dedicado, sistema operacional próprio e logística nacional para garantir a segurança da escolha dos eleitores.

Desenvolvida no Brasil, a máquina funciona com um sistema operacional customizado baseado em Linux, criado exclusivamente para uso eleitoral. Cada componente integra chips criptográficos que protegem o processo contra ataques físicos ou digitais, formando uma camada extra de blindagem.

A complexidade vai além do hardware. A urna faz parte de um ecossistema amplo que envolve equipes técnicas, softwares proprietários e distribuição de equipamentos em todo o país. Os detalhes foram explicados ao Olhar Digital por Jéferson Campos Nobre, professor do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que acompanha a evolução da tecnologia eleitoral brasileira.

Segundo o docente, os periféricos — teclado, tela e impressora de resultados — também contam com circuitos criptográficos individuais. Essa arquitetura busca impedir qualquer alteração não autorizada, mantendo a integridade dos votos.

Desde sua estreia, em 1996, a urna eletrônica passou por seguidas atualizações. A versão que será usada nas eleições de 2026 incorpora melhorias de desempenho, reforços na blindagem eletrônica e revisões frequentes no software, sempre validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ao lado da engenharia, a logística é outro desafio. As urnas precisam ser transportadas, instaladas, testadas e lacradas em mais de 5 mil municípios. Técnicos e mesários recebem treinamento específico para operar o equipamento e monitorar possíveis falhas durante o pleito.

Com três décadas de desenvolvimento contínuo, a urna eletrônica se consolida como peça central do processo eleitoral brasileiro, unindo tecnologia nacional, segurança criptográfica e organização logística para registrar a escolha de cada eleitor no próximo domingo.

Com informações de Olhar Digital

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