A Corte de Apelação de Roma autorizou, nesta quinta-feira, 16 de abril, um novo pedido do governo brasileiro para extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL). A solicitação diz respeito ao episódio em que a parlamentar perseguiu, armada, um eleitor na véspera do segundo turno das eleições de 2022, fato que resultou em pena de cinco anos e três meses em regime semiaberto.
O aval do tribunal foi confirmado à imprensa pelo embaixador do Brasil na Itália, Renato Mosca de Souza. Com a decisão, Zambelli passa a enfrentar dois processos de extradição simultâneos no país europeu.
Outro processo já em fase de recurso
Em 26 de março, a mesma corte havia autorizado a entrega da ex-deputada ao Brasil por suposto financiamento a uma invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Nesse caso, ela recebeu condenação a dez anos de prisão. A defesa recorreu para a Suprema Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana.
Estratégia da defesa
Para evitar retorno forçado, os advogados precisam reverter ambas as decisões. No primeiro processo, os magistrados italianos entenderam que os crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica possuem equivalentes na legislação local e não têm caráter político.
Antes de apresentar o recurso, o marido de Zambelli, coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, sugeriu que ela aceitasse a extradição para ficar próxima à família. A defesa argumenta, porém, que a Penitenciária Feminina da Colmeia, em Brasília, não oferece condições adequadas de respeito aos direitos humanos, requisito exigido pela Itália para conceder a transferência.
Imagem: Vinicius Loures
Com dois processos em andamento, a situação de Carla Zambelli depende agora dos julgamentos na Suprema Corte de Cassação e de eventual análise sobre condições carcerárias no Brasil.
Com informações de Gazeta do Povo
