O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não compareceu, na manhã desta quarta-feira (15/7), à audiência convocada pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) da Câmara dos Deputados. O encontro tinha como principal pauta a posição do governo brasileiro diante da decisão dos Estados Unidos de rotular as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Interlocutores do chanceler atribuem a ausência a conflito de agendas. Segundo eles, a data foi fixada unilateralmente pela comissão, sem consulta prévia, e colidiu com compromissos já assumidos por Vieira, entre eles reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo de toda a manhã.
Pedido de adiamento para agosto
A Creden aprovou a convocação do ministro na semana passada. Após a deliberação, foi enviado ofício ao Itamaraty propondo que a sessão ocorresse nesta quarta. Em resposta, Vieira sugeriu remarcar o encontro para o mês de agosto.
Riscos apontados pelo Itamaraty
A convocação teve como gatilho um documento assinado pelo próprio chanceler e encaminhado à Câmara. No texto, ele alerta para eventuais consequências da classificação norte-americana, incluindo possíveis ações extraterritoriais dos EUA no Brasil em áreas financeira, migratória e penal, além do risco de uso de força militar sob o argumento de combate ao terrorismo.
Outros temas na pauta
Além da designação do PCC e do CV, os deputados pretendem questionar Vieira sobre outros cinco assuntos, quatro deles relacionados aos Estados Unidos. Entre os pontos estão a expulsão de um agente de imigração norte-americano do Brasil, a reação à retirada de um delegado da Polícia Federal dos EUA, a possibilidade de novas tarifas sobre produtos brasileiros e denúncias de tráfico de pessoas em território nacional.

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Com a ausência do ministro, a audiência foi adiada, e a comissão deve definir nova data nas próximas semanas.
Com informações de Metrópoles
