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Ministério Público denuncia dois policiais militares por morte de mototaxista no Tocantins

Palmas – O Ministério Público do Tocantins (MPTO) denunciou os policiais militares Devany Gomes dos Santos e Cláudio Roberto Nunes Gomes pela execução do mototaxista Jefferson Lima Borges, 25 anos, ocorrida em setembro de 2025 na rodovia TO-181, próximo a Sandolândia.

A peça acusatória, assinada por cinco promotores de Justiça, aponta homicídio qualificado e fraude processual. Segundo o MP, a emboscada teria sido motivada por vingança, pois a vítima havia denunciado supostos abusos cometidos por policiais em Araguaçu dois meses antes de ser morta.

Prisão e custódia

Em novembro de 2025, quatro militares foram afastados das funções. Já em fevereiro de 2026, a Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias para Devany e Cláudio, medida posteriormente convertida em preventiva. Ambos permanecem recolhidos no 4º Batalhão da PM, em Gurupi, à disposição do Judiciário.

Detalhes da investigação

Conforme a denúncia, os suspeitos monitoraram Jefferson durante uma festa em Sandolândia. Ao deixar o evento, o mototaxista foi seguido, cercado em trecho isolado da TO-181 e atingido por três de oito disparos efetuados. O MP destaca três agravantes: motivação por vingança, uso de arma pertencente ao Estado e tentativa de encobrir provas. Após o crime, os envolvidos teriam alegado perda da arma, formatado celulares e pesquisado formas de evitar rastreamento dos aparelhos.

Em novembro do ano passado, a Polícia Civil cumpriu sete mandados de busca em três quartéis e nas residências de quatro policiais. A investigação indica que um soldado omitiu, no boletim de ocorrência, informações sobre quem encontrou o corpo e sobre a presença de uma caminhonete prata, veículo semelhante ao usado pelos denunciados.

Defesas

A defesa de Devany Gomes e Cláudio Roberto declarou não ter sido formalmente notificada e que só se manifestará após ter acesso integral aos autos, afirmando confiar no esclarecimento dos fatos.

Em nota, a Polícia Militar do Tocantins informou acompanhar o caso, ressaltou que os dois militares seguem custodiados e reiterou compromisso com a legalidade e a transparência.

O MPTO solicita que os acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri.

Com informações de G1 Tocantins

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