A duas semanas do primeiro turno, quatro novos levantamentos nacionais apontam redução da vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) e indicam cenário de empate técnico entre os dois principais candidatos à Presidência em 2026.
Primeiro turno: diferença dentro da margem de erro
No recorte estimulado de intenção de voto, os resultados divulgados entre 14 e 17 de setembro mostram Lula numericamente à frente, mas sempre dentro da margem de erro de dois pontos percentuais:
Datafolha (15-16/9): Lula 39% x 36% Flávio Bolsonaro
PoderData (13-16/9): 37% x 36%
Quaest (10-13/9): 36% x 31%
Nexus/BTG Pactual (11-13/9): 42% x 37%
Em julho, a distância variava de 6 a 12 pontos percentuais a favor do petista. Os institutos registraram as seguintes diferenças há dois meses:
Quaest (15/7): 12 pontos
Datafolha (24/7): 8 pontos
Nexus/BTG Pactual (27/7): 9 pontos
PoderData (30/7): 6 pontos
Segundo turno: empate ou vantagem mínima
Nas simulações de segundo turno, nenhum instituto aponta vantagem superior à margem de erro para qualquer candidato. Veja os números:
Quaest: Flávio 42% x 40% Lula
PoderData: 46% x 44%
Datafolha: Lula 44% x 42% Flávio
Nexus/BTG Pactual: 45% x 44% a favor de Lula
Desde janeiro, a diferença pró-Lula caiu de sete para, no máximo, dois pontos, chegando a inverter em alguns cenários, segundo série histórica dos institutos.

Imagem: Internet
Metodologia dos levantamentos
Todos os estudos utilizam margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%:
Datafolha – 2.002 entrevistas em 15-16/9; registro TSE BR-04029/2026.
PoderData – 3.000 entrevistas em 13-16/9; registro BR-00360/2026.
Quaest – 2.004 entrevistas em 10-13/9; registro BR-03607/2026.
Nexus/BTG Pactual – 2.000 entrevistas em 11-13/9; registro BR-04076/2026.
Levantamentos anteriores, realizados em julho e janeiro, seguiram a mesma metodologia e estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral.
Com a disputa acirrada, institutos e partidos intensificam o monitoramento diário até 4 de outubro, data do primeiro turno.
Com informações de Gazeta do Povo
