O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, uma carta aberta destinada a evangélicos em meio à preparação para as eleições gerais. O texto, intitulado “Acreditamos em um Brasil onde a política esteja a serviço da vida”, foi apresentado após o IV Encontro Nacional do Núcleo Evangélico da sigla, em Brasília, e destaca políticas sociais do governo Luiz Inácio Lula da Silva, sem abordar temas de costumes defendidos por parte do segmento religioso, como a pauta “direito à vida”.
No documento, o PT afirma que seus governos “nunca se opuseram às igrejas” e sempre reconheceram o papel das denominações evangélicas no país. A carta defende a ampliação de programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Gás do Povo, associando-os ao combate à fome, à valorização do trabalho e à proteção de grupos vulneráveis.
Versículos bíblicos são usados para fundamentar que “a religião pura” se expressa no cuidado com famintos, oprimidos e marginalizados. O texto também faz menção à defesa da democracia, da justiça social e da Reforma Agrária, além de reivindicar o fim da “escala 61” para garantir mais tempo de convivência familiar e melhorar a saúde mental dos trabalhadores.
Crítica à manipulação religiosa
A carta manifesta preocupação com a disseminação de notícias falsas e discursos de ódio, classificando como inaceitável a tentativa de manipular a fé para fins políticos ou econômicos. “O Evangelho nos chama à verdade, à honestidade e à responsabilidade”, diz o documento, que também condena “aqueles que usam o Evangelho como negócio”.
O texto ressalta leis sancionadas por Lula que asseguram liberdade de culto e celebram a presença evangélica, como o Dia Nacional da Música Gospel, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa e o Dia Nacional da Marcha para Jesus.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Justificativa de Lula e apoio à reeleição
Ao se ausentar da Marcha para Jesus realizada em 4 de junho, o presidente argumentou que evita participar de atos religiosos em ano eleitoral para não transmitir a impressão de buscar vantagem política. A carta reforça essa posição e declara que o apoio dos evangélicos petistas à reeleição de Lula “não nasce do uso eleitoral da fé”, mas de uma avaliação “cidadã, democrática e programática” sobre os desafios do país.
Segundo os signatários, a continuidade do projeto “democrático e popular” liderado por Lula é necessária para garantir direitos, reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.
Com informações de Gazeta do Povo
