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Redução da maioridade penal para 16 anos avança na Câmara e eleva pressão sobre Lula

Brasília, 11 de junho de 2026 – A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que baixa de 18 para 16 anos a idade mínima para responsabilização criminal passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e abriu novo flanco de desgaste para o governo Luiz Inácio Lula da Silva.

PEC segue para comissão especial

Com a aprovação na CCJ, o texto será examinado por uma comissão especial que discutirá o mérito da matéria. Se obtiver parecer favorável, a proposta precisará do apoio de ao menos três quintos dos deputados, em dois turnos de votação em plenário, antes de seguir ao Senado.

Oposição transforma projeto em bandeira eleitoral

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros parlamentares de direita adotaram a redução da maioridade penal como vitrine da pré-campanha presidencial de 2026. O grupo reforça discursos de endurecimento das penas e defende ainda medidas como castração química para estupradores e aumento de tempo de prisão para integrantes de facções criminosas.

Estrategia do Planalto: evitar o embate direto

Para o Palácio do Planalto, um confronto frontal pode ampliar o desgaste do presidente em segurança pública. A orientação é deixar que a resistência parta da bancada do PT e de outros partidos de esquerda, que argumentam que a medida não reduzirá a violência e fere princípios constitucionais.

Apoio popular massivo complica governo

Levantamentos recentes indicam que 90% dos brasileiros apoiam a redução da idade penal, índice que inclui 81% dos eleitores de Lula. O consenso popular transforma o debate em terreno favorável à oposição e delicado para o Executivo.

Possível judicialização

Mesmo que a PEC seja aprovada no Congresso, especialistas preveem disputa no Supremo Tribunal Federal (STF), que deverá avaliar a constitucionalidade da mudança.

Ainda não há prazo definido para a instalação da comissão especial nem para as votações em plenário.

Com informações de Gazeta do Povo

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