ALMAS (TO) — Um registro simples da rotina de ensacar carvão ao lado do pai transformou a vida da internacionalista Jéssika Borges, 33 anos. Publicado há um ano, o vídeo ultrapassou 13,7 milhões de visualizações e projetou a moradora de Almas, sudeste do Tocantins, para as redes sociais.
Retorno ao Brasil após diagnóstico
Jéssika viveu 14 anos em Portugal, onde concluiu graduação em Relações Internacionais e Ciências Policiais. Em 2025, recebeu o diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico (LES) e fibromialgia. A necessidade de acompanhamento médico e o desejo de ficar perto da família motivaram o retorno ao Brasil.
Família como rede de apoio
A tocantinense faz parte de uma família de cinco irmãos: Orcini, 30; Waleria, 23; Bebel, 11; e Miguel, 10, que tem síndrome de Down e autismo nível 3. O pai, Narcizo Marcos, 58, trabalha como autônomo. Mesmo separados, os pais mantêm convivência harmoniosa, fator que, segundo Jéssika, foi decisivo para enfrentar os desafios de saúde.
Luto pela perda do noivo
Além da doença, Jéssika enfrentou o luto pela morte do noivo, Nikolas. Ele sofreu um acidente ao retornar de viagem para visitar os pais e comprar o carro dos sonhos. Após meses internado, não resistiu. “A vida mostrou de novo a fragilidade das coisas e a importância de valorizar a família e o dia de hoje”, disse em entrevista anterior.
Do trabalho braçal ao alcance milionário
Buscando se reerguer, a jovem passou a acompanhar o pai em diversas atividades, inclusive no ensacamento de carvão. O vídeo viral foi gravado sem roteiro ou expectativa de alcance; à época, ela contava com cerca de 3 mil seguidores. A publicação rapidamente ganhou projeção, abriu portas profissionais e ampliou sua audiência digital.
Imagem: Internet
Apesar da visibilidade, Jéssika afirma que a maior conquista permanece sendo a proximidade com quem a apoiou nos momentos mais difíceis. “Se não nos apegarmos ao que é importante, ficamos paralisados pela dificuldade”, declarou.
Com informações de G1
