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Análises de amostras do asteroide Bennu indicam circulação antiga de água e formação de minerais

Uma nova investigação sobre o asteroide Bennu, publicada em 20 de abril de 2026 no periódico Earth, identificou vestígios de água que se deslocou por estreitos canais internos, separando o material do corpo celeste em zonas químicas distintas. O estudo é liderado pelo pesquisador Mehmet Yesiltas, responsável pela análise detalhada de amostras coletadas pela missão OSIRIS-REx.

Segundo a equipe, a passagem da água foi determinante para a formação de minerais e para a preservação de compostos orgânicos frágeis. A heterogeneidade constatada nas amostras indica que Bennu não evoluiu de forma uniforme: enquanto algumas regiões mantiveram estruturas ricas em carbono, outras sofreram alterações que originaram minerais mais resistentes.

Três áreas bem definidas

Os cientistas identificaram três porções distintas em um único fragmento do asteroide:

  • cadeias simples de carbono;
  • regiões com grande quantidade de minerais formados na presença de água;
  • áreas que preservaram material carbonáceo sensível, pouco afetado por contato aquoso.

Essa divisão funciona como um registro de múltiplas etapas da história de Bennu, permitindo reconstruir processos que ocorreram em momentos e ambientes diferentes.

Minerais com enxofre e compostos preservados

Compostos contendo enxofre apareceram quase exclusivamente nas zonas mineralizadas, sugerindo que a água dissolveu substâncias e redistribuiu elementos antes de se dissipar, deixando depósitos químicos. Em contraste, áreas que não exibem esses minerais mostram composição original praticamente intacta.

Análises de amostras do asteroide Bennu indicam circulação antiga de água e formação de minerais - Imagem do artigo original

Imagem: NASA

A preservação de materiais ricos em nitrogênio, normalmente degradáveis em ambiente aquoso, reforça a ideia de que pequenos corpos celestes podem transportar elementos essenciais sem destruí-los por completo, aponta Yesiltas. As conclusões oferecem novas pistas para a ciência planetária e para estudos de astrobiologia.

Imagens usadas na pesquisa foram capturadas em 4 de dezembro de 2018, durante a primeira passagem da sonda OSIRIS-REx sobre o polo norte de Bennu, acrescentando dados visuais ao mapeamento químico das amostras.

Com informações de Olhar Digital

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