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Flávio Bolsonaro diz que pai foi “enterrado vivo” após novas restrições impostas por Moraes

Brasília — O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na noite de 17 de julho de 2026 que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “foi enterrado vivo” depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), endureceu as condições da prisão domiciliar.

Medidas determinadas pelo STF

Por decisão de Moraes, Bolsonaro ficará proibido de receber visitas por 30 dias e não poderá fazer qualquer manifestação político-eleitoral até o término das eleições de 2026. O ministro entendeu que a divulgação, nas redes sociais, de uma carta enviada pelo ex-chefe do Executivo a Flávio violou as cautelares impostas anteriormente.

Além disso, Moraes vetou a presença de Flávio na casa do pai por 90 dias. A decisão, de 18 páginas, foi incluída no sistema do STF cerca de uma hora depois do parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Críticas do senador

Em vídeo divulgado nas redes, Flávio classificou a ordem como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”. Segundo ele, o ministro usa “a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer devaneios pessoais” e tenta interferir no resultado eleitoral “por medo de que Bolsonaro ou um Bolsonaro volte à presidência”.

Reações dos filhos e aliados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) citou a Constituição e disse que, mesmo em estado de defesa, é vedado manter preso incomunicável. Já o vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) declarou que Moraes expediu a ordem “em questão de segundos” após a manifestação da PGR e afirmou ter “fé e força” para enfrentar a medida.

Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú (PL-SC), comparou o tratamento dado ao pai com o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018, quando, segundo ele, “recebia políticos, artistas e sindicalistas” na prisão.

Coordenador da pré-campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) acusou Moraes de transformar decisões judiciais em “instrumentos de silenciamento político”. O deputado André Fernandes (PL-CE) ironizou a determinação, enquanto o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que a medida “viola direitos humanos” do ex-presidente.

Argumentação de Moraes

No despacho, o ministro chamou de “patéticas” as alegações de que o ex-mandatário ficaria incomunicável. Ele ressaltou que Bolsonaro cumpre pena em casa desde 27 de março de 2026, convivendo diariamente com a esposa, a filha, a enteada, agentes de segurança e uma cozinheira.

Com informações de Gazeta do Povo

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