Brasília – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste sábado (26/9) a suspensão de um jingle utilizado pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão tem caráter liminar e vale até o julgamento do mérito da representação.
A peça publicitária atribui ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, a participação em um suposto esquema de rachadinha, depósitos em uma loja de chocolates e o pedido de R$ 61 milhões ao empresário Daniel Vorcaro para a produção de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Trechos do material contestado
No jingle, a campanha petista questiona, em formato de perguntas e respostas, a conduta do parlamentar:
- “Quem pediu a Daniel Vorcaro R$ 61 milhões para fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro.”
- “Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro.”
- “Quem é acusado de comandar o esquema de rachadinha no gabinete do Flávio? É o Queiroz, amigo do Flávio.”
- “Quem homenageou o miliciano Adriano da Nóbrega com medalha? Foi o Flávio Bolsonaro.”
Ao analisar o pedido de retirada, Nunes Marques entendeu que o conteúdo apresenta “desinformação” e “descontextualização grave”, o que poderia ferir a honra do senador. “A controvérsia gravita em torno da eventual desqualificação da honra do representante e da possível descontextualização grave das afirmações veiculadas”, escreveu o ministro na decisão.

Imagem: Internet
O jingle veiculado em rádio e televisão foi ao ar entre 28 e 31 de agosto de 2026, em sete inserções distribuídas por quatro emissoras. Com a liminar, novas exibições ficam proibidas até que o TSE julgue o caso de forma definitiva.
Com informações de Metrópoles
